Luz, meu primeiro fragmento

Escrever na escuridão da noite nem sempre foi o meu forte, mas aqui estou!

Escrever em meio a escuridão vem da minha tentativa de me desapegar dos habituais costumes. É essa vontade de tentar fazer as mesmas coisas de uma forma diferentes, ou aos menos da tentativa de aos poucos introduzir novos meios para velhos hábitos.

Cinco minutos se passaram e nada foi escrito.
A escuridão é um espaço do qual eu não consigo me habituar. Não me faz sentir confortável. Ao menos por enquanto.

Agora eu já acendi a luz, não consigo escrever na escuridão, assim como não consigo me guiar ou me mover em ambientes escuros. Não consigo me ver sem luz (fisicamente e metaforicamente falando). Eu não consigo me planejar ou mesmo me organizar diante de uma situação sombria.

Me pego pensando na palavra ‘sombria’ e procuro por uma definição no Google.
O resultado me revela um estado onde se parece bem como o lugar onde me encontro nesse momento (acredito que em todos os últimos momentos).
Sombrio não é um lugar que eu estou planejando me hospedar.
Por fim concluo que, sobretudo pra mim, luz é essencial.

O que se move na escuridão em um estado natural? O que se guia sem luz e sem um destino claro diante seus olhos? 

Sem ferramentas que nos possibilita enxergar o caminho e os possíveis obstáculos (como fazem os os morcegos ou os animais marinhos de aguas profundas) não há na natureza se quer um ser vivo que tenha se movido e obtido sucesso.
Tudo que há, se move por uma razão, um objetivo, uma clareza comum entre o movimento e o propósito. Uma luz.

Aqui -de novo- concluo que viver sem luz não é para mim. E não importa o quanto eu deseje me guiar na escuridão ou na espontaneidade, não importa o quanto sim eu decida dizer ao invés dos nãos, clareza pra me mover é essencial.

˜˜˜˜

PS: fragmentos serão textos curtos sem muito (ou nenhum) embasamento teórico.

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