Ansiedade ou expectativas? Acredito que tenho vivido uma mistura dos dois, com uma pitada incomensurável de querer conquistar algo muito grande, de mostrar valor e que a passagem pela terra não seja meramente ilustrativa!
Sabe aquela vontade de participar de alguma coisa que vai contribuir com a vida dos outros, que pode ajudar e mudar expectativas e vidas: é assim que tenho vivido. Uma ansiedade sem tamanho, um vazio existencial interno que não consigo controlar e que faz com que eu me sinta tão pequeno, tão inútil, tão… não sei.
Não quero ser alguém importante, nem famoso, tão pouco alguém que se sinta acima dos outros (até porque no final das contas ninguém é melhor do que ninguém). Mas quero ser mais do que a média, não que eu quero ser mais, eu quero contribuir mais do que a média, quero entregar algo mais do que a maioria entrega, quero poder fazer diferenças, mesmo que pequenas.
Essa minha mania de querer contribuir tem feito com que eu não faça nada, que eu não entregue nada, que eu não escreva nada e que eu só queira, só deseje e planeje.
Porquê quando você quer contribuir com algo você não quer entregar algo medíocre, algo leviano e sem sentido, e por não se sentir capaz de fazer isso, de fazer algo pelo outros, mesmo podendo fazer o mínimo, você acaba não fazendo nada, e por não fazer nada, se sente ainda mais incapaz de fazer qualquer coisa e por fim vive em um looping de não contribuir, porque não faz o mínimo, e se sentir ainda menor por não fazer nada.
E esse é o principal motivo de eu estar escrevendo esse texto de auto análise, numa perspectiva de primeira pessoa, num texto raso e sem sentido para a maioria das pessoas, mas esse é o meu primeiro passo para retornar a fazer algo, mesmo que o mínimo!
Tenho vivido na espera de algo grande acontecer e mudar a minha vida, algo que me vire de cabeça para baixo e me faça sentir completo, e tenho esquecido de como sou completo comigo mesmo sem mesmo precisar de grandes coisas acontecendo… A vida por si só funciona assim, nas pequenas e nos sutis acontecimentos diários.
Acredito que esse seja o mal da ansiedade, a espera de um futuro grandioso onde algo pode mudar drasticamente quem somos. E essa espera sufocadora faz com que não conseguimos nos mexer, respirar ou até mesmo sonhar. E por fim, entregamos o nosso tempo ao destino esperando por algo e não fazemos nada para que contribua para a mudança.
Eu não preciso de grandes acontecimentos para poder escrever, eu só preciso querer escrever.
A ansiedade é a espera excessiva do futuro, sem viver o presente, e na maioria das vezes pensando que o presente é um ato falho sem controle. A ansiedade é uma fossa e tem me privado de fazer umas das coisas que mais tenho prazer na vida: escrever.
Mas eis aqui o meu primeiro passo para um retorno muito desejado. Mesmo que um texto inóspito de conteúdo, é um texto, ora pois.
Estou tentando entender de como é possível, sem ambição de grandes coisas ou de qualquer expectativa futuras, escrever textos que colaborem com as pessoas e principalmente e porque não, comigo mesmo.
Como eu já disse, eu tenho essa mania de querer ajudar o mundo, mas para isso, preciso ajudar a mim mesmo, para que assim eu consiga entregar algo que vejo valor.
Acredito que preciso entender o meu próprio valor.


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